Um Projeto de Histórias Orais


Histórias do Parque – Episódio 7 Um Olhar ao Passado com Susan Stevenson

Por Vary Soth

A Tookany/Tacony-Frankford (TTF) Watershed Partnership está fazendo parceria com Ambrose Liu do Olney Culture Lab e com o Dr. Matthew Smalarz do Manor College para gravar entrevistas ao vivo com membros da comunidade, como parte do projeto de dois anos Histórias do Parque Tacony Creek. O Manor College, situado ao longo do Jenkintown Creek, nas cabeceiras da bacia do TTF, está desenvolvendo um repositório de Histórias Orais.

O projeto Histórias do Parque Tacony Creek é uma iniciativa em duas partes que coleta e divulga a história e as memórias do parque e seus arredores e depois trabalha com artistas locais para dar vida a essas histórias, tornando a memória coletiva do Tacony Creek Park mais acessível para a comunidade. Como parte desse projeto, a TTF orgulha-se de compartilhar este blog com você baseada em uma entrevista realizada na primavera de 2020 com Susan Stevenson, moradora da Filadélfia, com raízes em Lawncrest.

Como era o Tacony Creek Park vários anos antes de nós nascermos? Era o mesmo de hoje? Havia muitas diferenças? O que mudou?

Nesta entrevista, uma moradora da região descreveu como era a área de Lawncrest/Cresentville. Susan Stevenson nasceu em 1951, em uma casa próxima ao que é hoje a Home Depot, na Adams Avenue e Roosevelt Boulevard. O Friends Hospital, do outro lado da rua, já existia na década de 1950, e grande parte da área era ocupada por terras agrícolas e fábricas. O depósito naval, que ficava no final da rua, armazenava aviões da Segunda Guerra Mundial e ainda hoje esses aviões estão lá.

Naquele tempo, não havia piscinas públicas até 1963, então, ela, sua irmã e suas amigas iam nadar no riacho. Agora, quando ela vai ao riacho e vê famílias pulando na água, ela se recorda das vagas lembranças de sua infância.

“Quando eu era pequena, eu era levada até lá. Vejamos, não lembro que idade eu tinha, talvez 10 anos, quando tivemos outro cachorro, e foi quando começamos a levá-lo até o rio para passear. A partir da esquina de Garland Street e Tabor Road há uma encosta que desce até o rio e íamos até lá para escorregar. Era muito mais aberto do que é atualmente. As árvores realmente cresceram e tomaram conta do lugar.”

Ela também lembrou que havia mais animais silvestres no riacho, que eram vistos com frequência, como cervos e pássaros. Parece que o riacho da década de 1950 era muito mais limpo do que é hoje com o problema do esgoto que existe atualmente. Entretanto, a questão do lixo já era um grande problema naquele tempo, assim como é hoje. Ela contou que os meninos da vizinhança levavam os carrinhos de compras para escorregar nas colinas do parque e deixavam os carrinhos por lá. Os problemas ambientais não eram alarmantes nos anos 1950 e hoje estamos nos esforçando ao máximo para manter, proteger, cuidar e limpar nossos parques.

É maravilhoso imaginar as ruas e os lugares descritos na área de Lawncrest durante a década de 1950 e poder ver alguns daqueles pontos de referência que ainda existem hoje. As paisagens podem mudar muito ao longo dos anos, mas as lembranças de crescer perto do parque sempre permanecerão vivas na memória.

“Sou capaz de reconhecer onde ficavam as coisas e, veja, esta curva do riacho é onde meu cachorro achava que o banco de areia era um monte de neve. Então, você tem esses lugares onde você chega e pensa “Veja! Era ali.” E algumas coisas das quais eu me lembro, não estão mais lá.”

Você tem uma história para compartilhar? Quer você visite o parque há 50 anos ou há apenas alguns meses, adoraríamos ouvir sua história. Estamos comprometidos em reunir histórias da ampla gama de perspectivas de nossa comunidade cultural e etnicamente diversificada do parque. Interessado em contar suas histórias do parque? Entre em contato com info@ttfwatershed.org ou ligue para 215-744-1853. Este projeto foi viabilizado com o apoio da Joseph Robert Foundation.


Histórias do Parque – Episódio 6 – John Hewitt lembra-se do Frankford Creek

por Rita Yelda

Uma Terra Encantada de Água: John Hewitt Rememora o Frankford Creek na década de 1970.

A Tookany/Tacony-Frankford (TTF) Watershed Partnership está fazendo parceria com Ambrose Liu do Olney Culture Lab e com o Dr. Matthew Smalarz do Manor College para gravar entrevistas ao vivo com membros da comunidade, como parte do projeto de dois anos Histórias do Parque Tacony Creek. O Manor College, situado ao longo do Jenkintown Creek, nas cabeceiras da bacia do TTF, está desenvolvendo um repositório de Histórias Orais.

A Tookany/Tacony-Frankford (TTF) Watershed Partnership está fazendo parceria com Ambrose Liu do Olney Culture Lab e com o Dr. Matthew Smalarz do Manor College para gravar entrevistas ao vivo com membros da comunidade, como parte do projeto de dois anos Histórias do Parque Tacony Creek. O Manor College, situado ao longo do Jenkintown Creek, nas cabeceiras da bacia do TTF, está desenvolvendo um repositório de Histórias Orais.

Quando John Hewitt era criança na parte de Frankford do Tookany Creek, nos anos 1970, ele e seus amigos usavam o riacho como área de lazer. Jovens e rebeldes, John e seus companheiros mantinham garrafas de vinho geladas no riacho ou se deixavam levar pela correnteza nos túneis do Frankford Creek, o mais próximo possível do Rio Delaware, tomando muito cuidado com a chuva. John também nunca podia mentir para seus pais sobre esses banhos de rio por causa do cheiro característico que ele exalava depois. Essas lembranças levam John de volta a uma época mais simples, quando ele morou neste local até o final da adolescência.

“Bem, o riacho continua lá e nós costumávamos passar muito tempo no parque”, comenta John sobre sua infância. “Algumas vezes deslizávamos rio abaixo, não até o Rio Delaware, mas bem próximo dele. Costumávamos tentar ver até onde podíamos chegar e atravessar os túneis foi uma das minhas primeiras experiências em que fui apresentado ao Frankford Creek.”

O riacho passou a ter um significado diferente para John quando ele se tornou um fotógrafo profissional, primeiro trabalhando como freelancer para jornais locais, e depois iniciando uma carreira em fotografia de casamentos. John reconheceu o “azul claro e nítido” do Tookany Creek, motivo pelo qual ele levava casais ao parque.

As flores exuberantes, folhas de outono e pontes de madeira, todas estavam presentes nas fotografias de John e ainda despertam nele um sentimento quando se fala sobre a região atualmente. John não é apenas um voluntário da Sociedade Histórica de Frankford, ele possui uma história pessoal antiga com o riacho.

A qualidade da água é uma preocupação antiga, incluindo a época em que John vivia ali. Ele lembra que a cachoeira da Adams Avenue e a maior parte do Frankford Creek eram poluídas. “Vi onde [[the creek]] tinha muitas cores diferentes...” John conta sobre a área perto da Adams Avenue. Próximo a Kensington Avenue as crianças costumavam pular no riacho e uma dessas vezes John, em choque, viu o cabelo de uma menina pegar fogo. “Acho que havia uma empresa lá que estava bombeando alguma coisa na água e, do nada, começou a pegar fogo. E paramos de nadar naquela área,” disse John.

As enchentes e a poluição das águas pluviais continuaram a ser uma preocupação para o riacho e foram feitos reparos ao longo dos anos para resolver o problema. John lembra que durante o furacão Agnes, em 1972, os túneis do Frankford Creek inundaram e jorraram água para as margens. Inundações repentinas e questões de segurança são dois dos maiores motivos para não percorrer o riacho pelos túneis; no entanto, isso não impediu John de assumir riscos. Enquanto crescia na região, John observava pescadores no Frankford Creek, próximo ao Rio Delaware, mas nunca participou. Enquanto isso, seu pai era viciado em pescaria e encontrava descontração e entretenimento em ter um rio por perto. Agora, vivendo em Bridgeburg, John continua a ter acesso aos cursos d’água locais, incluindo o Rio Allegheny e seu afluente Pine Creek. Recentemente, o filho de John convenceu-o a seguir os passos de seu pai e adotar programas de pescaria no rio e eles pescaram seis peixes, incluindo enguia e bagre.

“Meu pai faleceu quando eu tinha treze anos, então eu queria ir com ele [[out fishing]] para ver porque ele estava sempre falando “É pescaria, é pescaria!”

Você tem uma história para compartilhar? Quer você visite o parque há 50 anos ou há apenas alguns meses, adoraríamos ouvir sua história. Estamos comprometidos em reunir histórias da ampla gama de perspectivas de nossa comunidade cultural e etnicamente diversificada do parque. Interessado em contar suas histórias do parque? Entre em contato com doryan@ttfwatershed.org ou ligue para 215-744-1853. Este projeto foi viabilizado com o apoio da Joseph Robert Foundation.

Interessado em conhecer a história do Frankford Creek mais de perto? Junte-se a nós para o passeio Trails Through Time em 16 de novembro!


Histórias do Parque – Episódio 5 – Tacony Tookany Creek cria uma impressão para toda a vida em Dan Donahue

por Rita Yelda

Tookany/Tacony-Frankford (TTF) Watershed Partnership está fazendo parceria com Ambrose Liu do Olney Culture Lab e com o Dr. Matthew Smalarz do Manor College para gravar entrevistas ao vivo com membros da comunidade, como parte do projeto de dois anos Histórias do Parque Tacony Creek. O Manor College, situado ao longo do Jenkintown Creek, nas cabeceiras da bacia do TTF, está desenvolvendo um repositório de Histórias Orais.

O projeto Histórias do Parque Tacony Creek é uma iniciativa em duas partes que coleta e divulga a história e as memórias do parque e seus arredores e depois trabalha com artistas locais para dar vida a essas histórias, tornando a memória coletiva do Tacony Creek Park mais acessível para a comunidade. Como parte desse projeto, a TTF orgulha-se de compartilhar este blog com você baseada em uma entrevista realizada em dezembro de 2018 com Dan Donahue, morador da Filadélfia, com história familiar em Olney.

Nossas experiências de infância definem quem somos hoje, como adultos. Experiências que nos moldam, como brincar no balanço, cair no rio ou descobrir um novo pássaro podem ficar gravadas na nossa memória. Isso certamente aplica-se a Don Donahue, morador da Filadélfia que cresceu em Olney e tem lembranças vívidas do Tacony/Tookany Creek e do que significou para ele poder brincar ao ar livre.

Como sua mãe e duas avós moram em Olney e Feltonville desde as décadas de 1940, 1950, a família de Dan conhece muito bem o Nordeste da Filadélfia. Suas avós, sua mãe e seus sete irmãos todos cresceram na região em períodos diferentes, e puderam observar o local crescendo e mudando junto com eles.

“Uma das minhas avós morava na esquina da Fifth e Fisher, em Olney, minha outra avó morava na Second Street, eu acho que Feltonville praticamente resume-se a Second e Wyoming. Mas elas eram ligadas pela Incarnation Parish, que fica entre Fifth e Lindley, que é mais ou menos no meio”, explica Dan. “Nós morávamos numa rua pequena próximo da minha avó, na região de Feltonville/Olney, logo abaixo do bulevar... Era na verdade uma ruazinha chamada Mentor Street.”

Crescer em um ambiente urbano desenvolvido, com espaço para andar de bicicleta caminhar e relaxar junto à natureza pode parecer pouco. Mas como muitas crianças, crescer para Dan significava estar sempre fora de casa durante o verão. Foi durante essa época que Dan começou a perceber a importância do espaço verde e aberto para ele e seus irmãos.

“Morávamos numa rua muito pequena e estreita, sem qualquer vegetação ao nosso redor,” recorda Dan. Apesar de os pais de Dan terem se mudado para New Jersey nos anos 1970, ele e seus irmãos sempre voltavam para visitar suas avós com regularidade. A cada vez, as crianças costumavam passar semanas em Feltonville e Olney durante o verão, o que as levou a conhecer o Tacony/Tookany Creek. Quase cinquenta anos mais tarde, Dan e suas irmãs lembram da área de recreação do Tacony/Tookany Creek e do tempo que passavam brincando próximo às suas margens.

“Em Olney, mas principalmente em Feltonville, não havia áreas verdes, portanto, ir até lá era provavelmente um grande acontecimento para nós e é por isso que todas as minhas irmãs lembram tão bem desses momentos e conversamos sobre o Tacony/Tookany Creek o tempo todo”, ele comenta. Essa exposição a uma área aberta e verde criou um entusiasmo acerca do ambientalismo urbano em Dan e contribuiu para sua paixão pela preservação da natureza na Filadélfia. Atualmente Dan mora no Centro da Cidade e admira projetos como Schuylkill Banks e a conversão de antigas ferrovias em parques e trilhas. “Adoro quando aproveitam áreas e, além de preservar a natureza, disponibilizam o acesso do público a ela.”

O Tacony/Tookany Creek proporcionou a Dan, e provavelmente a muitas outras crianças, uma oportunidade de acesso à natureza, que, de outra forma, eles não teriam. “Na década de 70, o Tacony/Tookany Creek era provavelmente nosso único acesso a áreas verdes, porque quase não saíamos da cidade”, acrescenta Dan “Tenho certeza de que o Tacony/Tookany Creek exerceu um grande impacto em todos nós que apreciamos a natureza, porque ele foi nosso único contato com ela. Por exemplo, não íamos à praia. Não íamos aos Poconos.”


Histórias do Parque – Episódio 4 – Tom e Savannah McHale

por Rita Yelda

A TTF está fazendo parceria com Ambrose Liu do Olney Culture Lab e com o Dr. Matthew Smalarz do Manor College para gravar entrevistas ao vivo com membros da comunidade, como parte do projeto de dois anos Histórias do Parque Tacony Creek. O Manor College, situado ao longo do Jenkintown Creek, nas cabeceiras da bacia do TTF, está desenvolvendo um repositório de Histórias Orais.

O projeto Histórias do Parque Tacony Creek é uma iniciativa em duas partes que coleta e divulga a história e as memórias do parque e seus arredores e depois trabalha com artistas locais para dar vida a essas histórias, tornando a memória coletiva do Tacony Creek Park mais acessível para a comunidade. Como parte deste projeto, a TTF orgulha-se em compartilhar este blog baseada em uma entrevista de novembro de 2018 com Tom e Savannah McHale, moradores de uma histórica casa-celeiro em Whitaker, junto ao Tacony Creek Park.

A família de Tom McHale mora próximo ao Tacony Creek Park desde os anos 60 e, em 1991, adquiriu uma casa histórica de propriedade da família Whitaker. Os Whitakers tinham uma fábrica familiar de lã junto ao Tacony Creek no início do Século XIX que funcionou até a década de 1970. Por volta de 1813 foram construídas diversas casas junto à fábrica para serem utilizadas pelos funcionários dos Whitakers, visitantes e familiares. Embora muitas dessas casas tivessem sido destruídas por um incêndio criminoso em 1975 e, consequentemente, postas abaixo, os McHales conseguiram comprar uma casa intacta, que por longo tempo fora o sonho da mãe de Tom.

Algumas das lembranças preferidas de Tom estão relacionadas ao tempo em que morou nessa casa e sua proximidade do Tacony Creek Park, tais como levar o cachorro para passear e aproveitar o tempo com seus amigos da vizinhança. “Estávamos sempre lá brincando e sempre valorizamos o parque a ponto de cuidar dele”, disse Tom. Embora Tom tenha se mudado para o Centro Financeiro da Filadélfia com vinte e poucos anos, seu amor pelo parque e pela comunidade trouxeram-no de volta à casa da família com sua esposa Savannah na primavera de 2018.

O casal gosta tanto da história da propriedade que realizou sua cerimônia de casamento no quintal próximo ao bosque que margeia o Tacony Creek Park. “O parque, e a casa – são muito marcantes. É um lugar tão incrível para usufruir”, diz Savannah.

Enquanto esteve fora da região, ele acompanhou a TTF nas redes sociais para ver o progresso e a programação que aconteciam no Tacony Creek Park, e também ouviu de sua mãe, em primeira mão, que os arredores estavam passando por melhorias. Após retornar à área cerca de dez anos mais tarde, Tom diz que vê mais animais silvestres e plantas do que jamais observou na infância e que a criminalidade, os incêndios de automóveis e as perseguições policiais na região diminuíram acentuadamente.

Tom pensa nas mudanças dizendo: “…Acho que essa mudança mantém o riacho mais limpo ao promover o crescimento da grama. Portanto, ver novas plantas, gramados, como isso está protegendo o riacho dos poluentes, como está favorecendo os animais silvestres, ver que muito mais portões foram instalados, bloqueando o acesso a veículos de quatro rodas que podem produzir poeira e lama e assustar os animais, e todos esses passeios da comunidade que são promovidos, são todos pequenos exemplos do progresso durante a última década, o que não havia quando eu era criança, é maravilhoso ver isso hoje.”

“Quando mudamos para cá, peguei novamente minha câmera e redescobri minha paixão pela fotografia e comecei a tirar fotos de todos os animais silvestres do parque”, diz Savannah. Ela passou o último verão fotografando beija-flores e continua a encontrar inspiração nos animais silvestres, pois atualmente está de olho em uma raposa que dizem estar rondando a área.

Robin Irizarry, ex-coordenador da TTF Philadelphia Watershed, encontrou as fotos de Savannah da natureza na iNaturalist e a convidou e a Tom para participar dos programas do parque. ”Encontrá-los e ver o trabalho que eles têm feito e o quanto ele conhece sobre os animais silvestres e as plantas do local… isso realmente me incentivou a me envolver mais “, diz Savannah “... A paixão dele por manter o parque limpo... e solicitar ideias da comunidade sobre como envolver as outras pessoas no parque é realmente notável para mim.”

A programação que a TTF oferece é uma oportunidade para estimular o interesse das pessoas no parque, de modo que elas se sintam pertencentes à área e a defendam; e essa é uma parte importante do que Tom e Savannah mais apreciam sobre a organização e que os atrai. Tom explica que as caminhadas comunitárias da organização, as limpezas e as festas de bairro estão reunindo a comunidade em torno de um recurso compartilhado que propicia um interesse comum.

A esperança de Tom quanto ao futuro é que mais pessoas se interessem pelo parque e que o parque se torne mais seguro para que todos possam desfrutá-lo. Ele acrescenta: “E se uma criança ou qualquer pessoa puder dar um passeio no parque e isso de alguma forma a estimular ou informar de que é preciso lançar um olhar sobre a conservação, o meio ambiente e o mundo em que vivemos de maneira diferente do que fazemos todos os dias, com uma visão mais abrangente, isso é o que eu espero que seja a finalidade do parque.” A visão de Savannah sobre o futuro do parque? “Menos motocross, mais animais.”


Histórias do Parque – Episódio 3 – o Passado e o Futuro do Tacony Creek Park: Uma entrevista com Lisa Kuzma, Diretora da Olney Christian School

por Rita Yelda

A Tookany/Tacony-Frankford Watershed Partnership (TTF) está fazendo parceria com Ambrose Liu doOlney Culture Lab e com o Dr. Matthew Smalarz do Manor College para gravar entrevistas ao vivo com membros da comunidade, como parte do projeto de dois anos Histórias do Parque Tacony Creek. O Manor College, situado ao longo do Jenkintown Creek, nas cabeceiras da bacia do TTF, está desenvolvendo um repositório de Histórias Orais.

O projeto Histórias do Parque Tacony Creek é uma iniciativa em duas partes que coleta e divulga a história e as memórias do parque e seus arredores e depois trabalha com artistas locais para dar vida a essas histórias, tornando a memória coletiva do Tacony Creek Park mais acessível para a comunidade. Como parte desse projeto, a TTF Watershed Partnership orgulha-se de compartilhar este blog com você baseada em uma entrevista realizada em outubro de 2018 com Lisa Kuzma, Diretora da Olney Christian School.

Olney é um bairro da Filadélfia que Lisa Kuzma conhece bem. É onde ela trabalha, se exercita, explora e mora há cerca de vinte anos. Lisa é franca sobre os imensos desafios que o Tacony Creek Park enfrentava quando ela se mudou para o bairro.

“Minha lembrança mais antiga é ir a um passeio com uma amiga... Eu era nova no lugar, tinha me mudado havia pouco tempo”, inicia. “Então nós começamos a caminhar juntas... e um homem estava vindo em sentido contrário e disse “vocês duas precisam dar meia volta e sair do parque. Aqui não é seguro para vocês.”

Em 1999, quando Lisa trabalhava em um programa depois do horário escolar em uma Igreja da Nova Vida em Olney, as opções de lazer ao ar livre para os estudantes eram limitadas. Ainda desejando que os alunos tivessem ar puro e espaços abertos para se divertir, Lisa levava os estudantes ao Tacony Creek Park para lhes proporcionar “o prazer de rolar morro abaixo, brincar na terra... exatamente tudo o que eles adoram fazer, [coisas] que acho que as crianças devem poder fazer.” [things] Entretanto, quando eles estavam no parque era necessário supervisão extra de um adulto e era preciso manter rigoroso controle dos estudantes para evitar cães sem coleira ou outros problemas. Assim como a falta de segurança no Tacony Creek Park naquela época, a limpeza do riacho era questionável. O riacho tinha um cheiro ruim e era cheio de carrinhos de compras virados e lixo.

Vinte anos depois, Lisa diz que tem visto melhorar a segurança do parque e a limpeza do riacho, o que ela atribui, em grande parte, ao comprometimento da TTF em arregaçar as mangas e fazer o trabalho duro. “O curso d’água agora está perfeitamente limpo”, comenta Lisa com um sorriso. “E o trabalho que eles fizeram na trilha tornou-a acessível.” Lisa não hesita em frequentar o parque agora, utilizando-o para pedalar e correr e fica mais tranquila com o fato de os estudantes irem para lá também. “Não temos as mesmas preocupações que tínhamos há 10, 15 anos atrás”, acrescenta.

O trabalho da TTF não acaba no parque, uma vez que a organização também envolve os alunos de Lisa na Olney Christian School em sala de aula ensinando educação ambiental e ampliando o entendimento dos estudantes sobre o mundo natural. Os estudantes agora sabem reconhecer o canto dos pássaros e plantaram um jardim de chuva ao lado da escola para controlar as águas pluviais.

Também aprenderam a respeito da relação entre a poluição das águas pluviais e a água potável, o que os levou a instruir suas comunidades sobre o assunto. A dedicação e o esforço da TTF ao longo dos anos chamou a atenção de Lisa para a administração do parque. Esta compreensão sobre ter responsabilidade pessoal e devolver, também está refletida na fé de Lisa, “[[God]] não dá presentes e depois deixa você jogá-los fora.”

Após vinte anos de crescimento do Tacony Creek Park, Lisa espera ver uma melhoria contínua ao longo dos próximos dez anos também.

O que eu vejo que está começando a acontecer, que eu realmente gostaria de ver mais, são famílias adotando suas próprias iniciativas para passar um tempo no parque... Adoraria que fosse um lugar em que se pudesse andar à vontade, que as pessoas fizessem piqueniques, gente sentada lendo um livro; [a place] [um lugar] onde as crianças corressem para lá e para cá nas trilhas.”


Histórias do Parque – Episódio 2 – Conheça Elaine Johnson e as Latinas em Movimento

O Tacony Creek Park Oferece Oportunidades de Exercícios Físicos para Todas as Idades

por Rita Yelda

A TTF está fazendo parceria com Ambrose Liu do Olney Culture Lab e com o Dr. Matthew Smalarz do Manor College tpara gravar entrevistas ao vivo com membros da comunidade. O Manor College, situado ao longo do Jenkintown Creek, nas cabeceiras da bacia do TTF, está desenvolvendo um repositório de Histórias Orais.

Nascida na Filadélfia e fundadora da organização sem fins lucrativos Latinas em Movimento, Elaine Johnson foi apresentada ao Tacony Creek Park em 2014 pela Tookany/Tacony-Frankford Watershed Partnership (TTF). Desde então, o parque tem sido uma fonte de saúde e bem-estar para os membros de sua organização, assim como para sua própria família. No segundo episódio de Histórias do Parque: Uma História Oral do Tacony Creek Park, Ambrose Liu reúne-se com Elaine para falar sobre as lembranças mais marcantes do parque e suas modificações ao longo dos anos

Com a fundação da Latinas em Movimento em 2012, Elaine Johnson tinha o objetivo de incentivar outras mulheres negras a permanecer ativas e criar um senso de motivação para uma equipe de amigas. Afinal de contas, correr e caminhar são o tipo de exercício físico mais acessível porque é gratuito e, portanto, não exclui ninguém com base na impossibilidade de pagar uma taxa de inscrição. Elaine conta que, por ter crescido em uma cidade do interior do Norte da Filadélfia, nem sempre era seguro brincar ao ar livre, e saúde e bem-estar não eram assunto de conversas na hora do jantar. Graças à sua pesquisa, ela também descobriu que mulheres negras têm maior propensão à obesidade, doenças cardíacas e diabetes, tudo que o exercício físico pode ajudar a tratar. Permanecer ativa não é importante apenas para a saúde física, também funcionou como um sopro de confiança para Elaine e vem fortalecendo suas relações pessoais. “Acho que no passado, estar ao ar livre me deixava muito desconfortável... Penso que não me sentia suficientemente confortável comigo mesma para ficar confortável com o silêncio”, explica Elaine. “Agora, é minha paz.”

A primeira vez que Elaine ouviu falar da TTF, seis ou sete anos atrás, foi quando a organização a procurou acerca da primeira edição anual do programa Trilhas Saudáveis 5K no Tacony Creek Park, que ela se voluntariou para ajudar. Antes da TTF, Elaine não sabia da existência do Tacony Creek Park. Mas agora ela o visita frequentemente e cria conscientização sobre o parque entre suas companheiras de corridas. A Latinas em Movimento também realizou sua corrida anual de 5K no Tacony Creek Park nos últimos cinco anos, criando mais uma oportunidade para demonstrar o que o parque tem a oferecer. A equipe da TTF ofereceu a Elaine seu primeiro passeio pelo parque para que ela se familiarizasse com o terreno. Elaine descreve seu passeio no Tacony Creek Park como “... tão mágico, porque se você não conhece nada sobre o parque, você nem sabe que ele existe. E quando você está no parque, nem parece que está na Filadélfia. É tão tranquilo e sereno.”

Hoje uma defensora do parque, Elaine fala para outros corredores e praticantes de caminhadas sobre o parque como uma alternativa segura, acessível para deixar de correr e caminhar nas calçadas da cidade. Ela também participa de uma limpeza do parque todos os anos antes da Latinas em Movimento 5K e tem visto, em primeira mão, como essas limpezas conferem às pessoas uma sensação de investimento no futuro do parque. A parceria entre a Latinas em Movimento e a TTF ocasiona um aumento nas atividades do Tacony Creek Park e eleva a visibilidade do parque. Em 2016 a TTF conferiu à LIM o prêmio anual Friend of the Watershed Milestone Award!

Desde que Elaine começou a trabalhar com a TTF, ela fica impressionada com a capacidade da organização de manter o Tacony Creek Park seguro e limpo ao longo dos anos e descreveu a organização como “pequenos anjos” que se preocupam com o parque. Elaine acrescenta que a TTF tem uma capacidade especial de tornar a educação ambiental acessível, mesmo para aqueles que não sabem muito sobre o mundo natural, e a organização a ensinou bastante sobre a natureza.

O envolvimento com Latinas em Movimento e TTF mudou o tema das conversas da família de Elaine ao expô-la ao ar livre e infundir a importância do exercício físico para criar uma geração mais saudável. A filha de Elaine de 7 anos completou sua primeira 5K no ano passado, algo que Elaine só foi fazer quando tinha mais de 20 anos, e seu filho, quando a vê amarrando seus tênis, pergunta se ela vai exercitar-se, criando um diálogo e conscientização sobre forma física que ela não tinha ao crescer. A mãe e as irmãs de Elaine até apareceram para participar das corridas e caminhadas, embora isso tenha levado alguns anos para acontecer. Elaine afirma que estar comprometida e coerente com ela própria incentivou outras pessoas a seguir o mesmo caminho. É como “plantar sementes” e esperar que elas brotem, explica.

Elaine espera que o futuro do Tacony Creek Park seja funcionar como local para as famílias desfrutarem de um tempo tranquilo e de conversas, de modo que ainda mais pessoas beneficiem-se do que o parque tem a oferecer. O Tacony Creek Park é uma “joia” que ela quer que a comunidade conheça e desfrute.

Temos muito orgulho em compartilhar esta entrevista com Elaine Johnson, a segunda nos dois anos de nosso projeto Histórias do Parque Tacony Creek. Esta iniciativa em duas partes consiste em coletar e divulgar a história e as memórias do parque e seus arredores, e depois trabalhar com artistas locais para dar vida a essas histórias, tornando a memória coletiva do Tacony Creek Park mais acessível à comunidade.

Você tem uma história para compartilhar? Quer você visite o parque há 50 anos ou há apenas alguns meses, adoraríamos ouvir sua história. Estamos comprometidos em reunir histórias da ampla gama de perspectivas de nossa comunidade cultural e etnicamente diversificada do parque. Interessado em contar suas histórias do parque? Entre em contato com doryan@ttfwatershed.org ou ligue para 215-744-1853. Este projeto foi viabilizado com o apoio da Joseph Robert Foundation.


Histórias do Parque – Episódio 1 – Fred Maurer, Amigos do Tacony Creek Park

Temos muito orgulho em compartilhar esta entrevista com Fred Maurer, a primeira nos dois anos de nosso projeto Histórias do Parque Tacony Creek. Esta iniciativa em duas partes consiste em coletar e divulgar a história e as memórias do parque e seus arredores, e depois trabalhar com artistas locais para dar vida a essas histórias, tornando a memória coletiva do Tacony Creek Park mais acessível à comunidade.

A TTF está fazendo parceria com Ambrose Liu do Olney Culture Lab e com o Dr. Matthew Smalarz do Manor College tpara gravar entrevistas ao vivo com membros da comunidade. O Manor College (situado ao longo do Jenkintown Creek, nas cabeceiras da bacia do TTF) está desenvolvendo um repositório de Histórias Orais.

Fred Maurer (segundo a partir da direita) recebendo o TTF Legacy Award em 2016.

Nascido na Filadélfia e antigo morador de Olney, Fred Maurer é membro do Amigos do Tacony Creek Park há mais de 25 anos e Vice-Presidente da Conservation Matters. Ele já dedicou inúmeras horas à conservação do parque e, até hoje, é possível encontrá-lo na trilha, limpando o parque.

No primeiro episódio de Histórias do Parque: Uma História Oral do Tacony Creek Park, Maurer reúne-se com o Dr. Matthew Smalarz, Presidente do Departamento de Ciências Humanas e Sociais do Manor College, para conversar sobre as lembranças mais marcantes que Maurer tem do parque e as mudanças ao longo dos anos, incluindo os seguintes segmentos selecionados da entrevista:

0:30 – Crescer em Kensington, mudar-se para Olney, passeios de charrete puxada a cavalo e estábulos de cavalos selvagens.

Havia outros estábulos que eram particulares. Havia também públicos, e um deles era chamado de estábulo dos cavalos selvagens. Então, era um lugar onde você iniciava o percurso da forragem e depois você ia até o final do terreno disponível e, quando chegava lá, próximo ao Roosevelt Boulevard (lembro que o bulevar foi aberto em 1927), havia um acesso fácil, mais ou menos concluído, para os usuários do parque. No final, perto do Roosevelt Boulevard, havia um campo, uma cerca onde os usuários podiam parar e fazer um piquenique naquele lugar, era preciso trazer a refeição, naquela área em torno do bulevar. Quando fui conferir isso, ainda existem alguns vestígios do estábulo em que estive na minha última passagem por lá. Basicamente, essa é minha primeira experiência e vou parar por aqui. Valeu a pena.

4:30 – as mudanças no uso recreativo antes e depois da Segunda Guerra Mundial e o desenvolvimento do primeiro prédio de entretenimento do parque na Whitaker Avenue.

8:30 – As melhorias do parque nos anos 1970, possibilitadas pelo financiamento do Bicentenário dos EUA, incluindo uma ciclovia pavimentada, bosques para piquenique, áreas para fogueiras e, não menos importante, pontes!

14:15 – Os planos de desenvolvimento na era da Guerra Fria e como a perda de uma doação da William Penn Foundation no valor de US$ 25 milhões acabou salvando o parque

20:00 – a influência do Tacony Creek na visão de Fred sobre o meio ambiente, incluindo como vários meses de excursões na Trilha dos Apalaches levou a 30 anos de trabalho nela

22:30 – Os parques como um lugar de refúgio durante o 11 de setembro

30:15 – Mudanças nas comunidades no entorno do parque e o vazio educacional deixado pela perda de financiamento para os Guardas do Parque

34:15 – A importante melhoria deste ano no parque na Adams Avenue, graças ao PennDOT

37:45 – O que o Tacony Creek representa para Fred após todos esses anos

CLIQUE AQUI para ouvir a entrevista completa com Fred Maurer.


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Este projeto foi viabilizado com o apoio da Joseph Robert Foundation.


Ouça a coleção do Projeto História Oral do Tookany/Tacony Creek Watershed

Agradecimentos especiais a